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Atrativos Turísticos Patrimoniais
Dentre seus atrativos turísticos patrimoniais,
destaca-se o Forte Junqueira construído em 1175 para defender o território
brasileiro contra invasões espanholas. O Forte foi tombado em 1975 pelo Instituto
do Patrimônio Histórico e Arquitetônico Nacional (IPHAN). Atualmente, serve como
sede para artilharia de costa do 18º Brigada de Infantaria de Fronteira do
Exército Brasileiro..
O Forte Junqueira foi construído em 1871, logo após a Guerra do Paraguai, numa
área privilegiada, de onde se avista o rio Paraguai e o Pantanal em toda sua
plenitude. Os doze canhões de 75mm foram fabricados na cidade de Essem pela
indústria Fried Krupp por volta de 1872,porém nunca foram usados. As paredes do
Forte são de calcário e tem meio metro de espessura. Está situado hoje dentro do
Quartel do 17º Batalhão de Fronteira e o nome Junqueira homenageia o Ministro da
Guerra da época, José de Oliveira Junqueira.
O Cristo Rei do Pantanal, e esculpido pela artista Izulina Xavier, é uma estátua
de 12 metros de altura, disposta no alto do Morro do Cruzeiro, de onde se
observa uma vista panorâmica da região. Recentemente, a estrada
que viabiliza o acesso ao Cristo foi construída com pavimento rígido,
viabilizando a visitação com carros de passeio e ônibus de turismo, inclusive na
época de chuvas. Além disso, ao longo do trajeto foram instaladas estátuas que
ilustram as cenas da Via Sacra percorrida por Jesus, que também foram
confeccionadas pela artista Izulina Xavier.
Outro atrativo turístico aberto para visitação,localizado no centro da cidade ,
é a Art Zu, onde reside a artesã Izulina Xavier. Nesse local, são expostos os
artesanatos confeccionados em pó de pedra e concreto, cerâmica e entalhes de
madeira. O jardim da residência é repleto de esculturas alusivas aos animais
silvestres e conta com painéis artísticos que retratam a historia do município.
O Instituto Luiz de Albuquerque – ILA é um edifício histórico de arquitetura
francesa construído em 1922 para abrigar um grupo escolar .
Instituição vinculada a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, abriga
atualmente uma biblioteca em catalogação, uma exposição permanente de viola de
cocho, além de exposições temáticas temporárias, entre outras atividades. Neste
espaço são ministradas aulas de teatro, música e atividades circenses.
A Casa do Artesão de Corumbá funciona em prédio histórico,numa construção que já
foi um presídio entre os anos de 1905 a 1970. Nesse local, os artesãos
pantaneiros expõem seus produtos confeccionados em couro de peixe, madeira,
cerâmica, trabalhos em pintura, bordado e crochê. O turista também pode adquirir
artesanato indígena e licores caseiros, inclusive elaborados com a bocaiúva,uma
palmeira comum nos Cerrados e n o Pantanal.
A Casa do Massa Barro, é um local com fins educacionais,para incentivar a arte
em cerâmica. Foi fundada em 4 de outubro de 1982, no bairro Cervejaria. Seus
artesãos são adolescentes carentes, que aprendem a esculpir em argila,a fauna e
a flora pantaneira, ricas em detalhes e cores. O artesanato produzido no local é
bastante conhecido e comercializado para outras regiões do país e do exterior.
Duas praças podem ser visitadas: a Praça da República, que já foi uma
fortificação militar, um dos locais onde aconteceu a batalha final da Retomada
de Corumbá contra as tropas paraguaias e a Praça da Independência, que foi
inaugurada em 1817, época em que a cidade passou por um desenvolvimento
econômico acentuado, quando os ricos comerciantes da região mantinham contato
com a cultura européia e importaram o coreto da praça e o mosaico do calçamento
da parte externa, ambos da Alemanha, além de quatro esculturas, que representam
as Quatro Estações do Ano, esculpidas empedra de mármore de carrara, da Itália.
As plantas nativas da região como o carandá, a bocaiúva e o ipê fazem parte da
arborização da praça. Nela, também existem estátuas e monumentos erguidos em
homenagem aos heróis da Guerra do Paraguai e da 2º Guerra Mundial .
O Porto Geral de Corumbá, localizado nas margens do rio Paraguai, é um dos
principais atrativos turísticos da cidade, recebendo embarcações de pescadores
profissionais-artesanais, esportivos e barcos-hotéis. Atualmente, o Porto já não
possui a mesma importância para a cidade e passa por um processo de
reforma,objetivando a implantação de rede de iluminação subterrânea e de obras
que possibilitem melhorias em relação ao embarque e desembarque de passageiros.
A principal rua de acesso ao Porto, denominada Manoel Cavassa, conta com 53
casarios históricos, que foram tombados como Patrimônio Histórico Cultural em
1985 .
Dentre esses casarios históricos, destacam-se o Prédio Wanderley Baís & Cia,
construído entre 1890 e 1900 por Francisco Mariano Wanderley e Bernardo Franco
Baís. O material utilizado para a construção, como escadas, colunas de ferro,
piso e vidros, foram trazidos da Europa. O estilo de linhas neoclássicas pode
ser observado nos três pavimentos do casarão. A empresa Wanderley Bais & Cia
realizava transporte de cargas e passageiros entre os portos de Corumbá e
Cuiabá. Mantinha, também negócios com os centros europeus.
Outro casarão localizado no Porto Geral e de destaque arquitetônico é a Casa
Vasquez e Filho, situada na Ladeira José Bonifácio, 161. O casarão construído em
1909 foi projetado no estilo "art-nouveau", pelo arquiteto italiano Martino
Santa Lucci, radicado em Corumbá, por volta de 1880. Sua fachada frontal possui
grades e esquadrias originais, sendo que na parte interna, encontram-se uma
escadaria de vários produtos regionais e a importação de farinha de trigo.
Atualmente, na Casa Vasques e Filho pertence a Agripino de Oliveira Lima e
encontra-se totalmente abandonada, com muitas infiltrações e ocupada por
famílias que vivem em situação precária.
Fonte: VIANNA, M. A. A importância do casario do
porto de Corumbá. Universidade Católica Dom Bosco: Campo Grande,2000.
Site: Corumbá.com.br
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