Foto: Jorge Duarte


 












O conhecimento que transformou a agricultura

 

        

“O conhecimento é a pedra que move a agricultura brasileira”. A afirmação é do pesquisador e um dos fundadores da Embrapa Eliseu Alves. Segundo ele, a agricultura sempre foi baseada em conhecimento. A diferença é que, no passado, desde o Império Romano, os agricultores realizavam testes no campo utilizando suas próprias experiências. A partir da década de 40, esse conhecimento começou a ser organizado e institucionalizado. “Os princípios são dos anos de 1850, mas a aplicação é da década de 40 para cá, em larga escala começando nos Estados Unidos e Japão, e na década de 70 aqui no Brasil”, explicou.

De acordo com o cientista, o produtor tem papel fundamental nessa construção, uma vez que são eles que transformam o conhecimento científico em tecnologia. “Quem produz é o agricultor. Ele pega todo conhecimento gerado no mundo e aplica na agricultura, montando seu sistema de produção para produzir o que quiser. Depois ele compra os insumos, financia a produção, obtém a produção e vende.” Todo esse processo, Eliseu ressaltou, é que transformou o Brasil no maior exportador e capaz de abastecer muito bem toda a população. 

Segundo estudo realizado pelo pesquisador, a produção no Brasil ainda é muito concentrada, não diferente do que acontece nos Estados Unidos e Europa. A conclusão é de que apesar de a tecnologia ser o motor do desenvolvimento da agricultura brasileira, ela também concentra muito a produção. “É preciso encontrar caminhos para resolver essa questão. É por isso que o governo está criando uma agência (Anater – Agência de Assistência Técnica e Extensão Rural) para dar uma guarida e chance para que os pequenos sejam capazes de sombrear com os grandes produtores”, comentou.

Eliseu acredita que para manter o avanço e os bons números que a agropecuária gera para a economia brasileira é necessário continuar investindo em conhecimento tanto no setor público federal e estadual quanto no privado. Para ele, o futuro da agricultura está na pesquisa, mas também na macroeconomia estável que o Brasil já vivencia hoje.

Confira aqui a entrevista do pesquisador na íntegra.


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