Discussão sobre
qualidade
da bacia do rio Miranda avança
As discussões entre pesquisadores avançaram no terceiro Workshop para
Discussão sobre o Índice de Qualidade da Bacia Hidrográfica do Rio
Miranda (IQB-Miranda). O encontro foi realizado na manhã de
quarta-feira, 11, dentro da programação do 2º Geopantanal, em
Corumbá-MS.
Diversos indicadores da qualidade ambiental da bacia, que tem 43 mil
quilômetros quadrados e se estende por 24 municípios, dos cerrados de
Mato Grosso do Sul ao Pantanal, foram apresentados e discutidos no
encontro.
Participaram pesquisadores da Embrapa Pantanal (Corumbá-MS), Informática
Agropecuária (Campinas-SP) e Arroz e Feijão (Goiânia-GO), das
Universidades Federais de Mato Grosso (UFMT) e Mato Grosso do Sul (UFMS),
do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e
Cointa (Consórcio Intermunicipal para o
Desenvolvimento Sustentável da Bacia Hidrográfica do Taquari).
A
reunião foi conduzida pela pesquisadora Débora Calheiros, da Embrapa
Pantanal (Corumbá-MS) Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa
Agropecuária - Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária
e Abastecimento.
Os indicadores abrangem aspectos da qualidade da água dos rios da bacia,
além do grau de erosão, nível de degradação das matas ciliares,
nível de alteração
da cobertura vegetal nativa, diversidade da
flora, fauna e
organismos
aquáticos, contaminação por pesticidas,
ente outros. Segundo a pesquisadora, o objetivo
principal é criar uma ferramenta que auxilie os gestores na tomada de
decisão sobre os recursos hídricos baseada em indicadores que sintetizam
a qualidade da bacia do Miranda como um todo.
Servem como base de dados para construção dos indicadores, além dos
estudos já realizados pelos pesquisadores e seus orientados, o
Zoneamento Econômico Ecológico (ZEE) e o Plano de Recursos Hídricos de
Mato Grosso do Sul
(PERH-MS)
e a base de dados
de qualidade de água de mais de 10 anos da Semac/Imasul.
“O mais importante é criar mecanismos para manter a qualidade dos
ecossistemas da bacia e garantir a sustentabilidade das atividades
econômicas desenvolvidas na região, minimizando os impactos sobre o
ambiente. Uma ferramenta de base científica é fundamental para perceber
a realidade da bacia, os problemas e as causas, e tomar as melhores
decisões ”, defende.
A parte final da discussão envolveu a possibilidade de se utilizar a
ferramenta de georreferenciamento SISLA (Sistema de Licenciamento
Ambiental de Mato Grosso do Sul), desenvolvida por um grupo de
cientistas coordenado pelo pesquisador João Vila, da Embrapa Informática
Agropecuária. Ela poderá ser adaptada como plataforma de
geoprocessamento para a a construção do IQB-Miranda.
Segundo João Vila e sua equipe, esta tarefa é possível. “Vamos avaliar e
verificar o quanto esta ação irá demandar de esforço computacional e a
quantidade de técnicos. Se for necessário, poderemos formatar um novo
projeto para financiamento das atividades”, disse.
Uma vez validados pelos membros da equipe multidisciplinar do projeto e
do Comitê de Bacia do Rio Miranda, além de técnicos e cientistas
externos ao projeto e cidadãos residentes da área,
os indicadores
específicos e o geral da bacia serão publicados com o objetivo de servir
como base técnica para as decisões e formulação
de políticas para a gestão da bacia.
“Se
quisermos manter a pesca e o turismo de pesca como atividades de
importância social e econômica para a região, bem como manter a
biodiversidade do Pantanal, temos de pensar de forma integrada tendo a
bacia hidrográfica, e sua função de provedora de serviços ambientais
(água, peixe, etc.), como a unidade de planejamento e gestão com base em
conhecimentos técnicos”, afirma a pesquisadora.
Calheiros informou
que mais alguns indicadores ainda serão discutidos com pesquisadores
especialistas em cada área antes da última reunião para validação final
do IQB-Miranda, no primeiro semestre de 2010. “Nem todos os índices
decididos até agora serão mantidos. Após o processo de validação, os
mais relevantes serão mantidos e alguns serão descartados”, explica.
Saulo Coelho Nunes (DRT/SE – 1065)
Jornalista - Embrapa Pantanal
Contatos: (67) 3234-5807 –
saulocoelho@cpap.embrapa.br
Nadir Rodrigues (MTb/SP 26.948)
Jornalista - Embrapa Informática Agropecuária
Contatos: (19) 3211-5747 - nadir@cnptia.embrapa.br
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sac@cpap.embrapa.br