Mapa de Aptidão

 
 
 
 
 
 
 
 
 
   

Aptidão Agrícola das Terras


Evaldo Luís Cardoso, engenheiro agrônomo, M.Sc., Embrapa Pantanal

Henrique de Oliveira, engenheiro agrônomo, M.Sc., Embrapa Pantanal

Raphael David dos Santos, engenheiro agrônomo, Embrapa Solos

Sérgio Gomes Tôsto, engenheiro agrônomo, M.Sc., Embrapa Solos

Sílvio Túlio Spera, engenheiro agrônomo, M.Sc., Embrapa Cerrados

         


Introdução

A presente interpretação visa avaliar as potencialidades agrícolas das terras levando-se em consideração as condições do meio ambiente, propriedades quí­micas e físicas das diferentes classes de solo e a viabilidade de melhoramento relativo aos fatores: fertilidade natural, excesso de água, deficiência de água, suscetibilidade à erosão e impedimentos à mecanização.

A avaliação da aptidão agrícola, em síntese, consiste em posicionar as terras dentro dos seis grupos de aptidão, visando mostrar o uso mais adequado de uma determinada extensão de terra, em função da viabilidade de melhoramento dos fatores básicos e do grau de limitação que por acaso possam existir após a utilização de práticas agrícolas inerentes aos sistemas de manejo adotados.Os resultados apresentados são uma síntese das informações descritas em Embrapa (1997.


Metodologia

Na presente avaliação, foi adotada a metodologia do sistema de interpreta­ção desenvolvido por Bennema et al. (1965), e ampliado por Ramalho Filho et al. (1978), com atualização feita por Ramalho Filho & Beek (1995). Trata-se de siste­ma voltado inteiramente para avaliação das potencialidades agrícolas das terras, desconsiderando aspectos de preservação e conservação ambienta.


Condições agrícolas das terras

Na avaliação das condições das terras, toma-se necessário comparar os cin­co fatores básicos: deficiência de fertilidade natural, deficiência de água, excesso de água, suscetibilidade à erosão e impedimentos a mecanização com uma terra hipotética considerada ideal, com ótimas condições para o desenvolvimento de diversas culturas climaticamente adaptadas.

As condições agrícolas das terras, em geral, não se apresentam ótimas para o desenvolvimento de diversas culturas em relação a um ou mais fatores básicos relacionados acima. As discrepâncias entre as várias terras e a terra ideal hipoté­tica são consideradas como desvios ou limitações.

Na avaliação da Deficiência de Fertilidade, Deficiência de Água, Excesso de Água, Suscetibilidade à Erosão e Impedimentos à Mecanização, são admiti­dos os graus de limitação: Nulo, Ligeiro, Moderado, Forte e Muito Forte


Níveis de manejo considerados

Tendo em vista práticas agrícolas ao alcance dos agricultores, em sua maio­ria representados por colonos assentados pelo Instituto Nacional de Coloniza­ção e Reforma Agrária - Incra, e principalmente considerando a localização da área de estudo em relação ao Pantanal, optou-se por desconsiderar o nível de manejo C, visando, assim, minimizar as possíveis interferências de uma agricul­tura intensiva, no frágil ecossistema Pantanal, visto que o nível de manejo C ca­racteriza-se pela aplicação intensiva de capital e de resultados de pesquisa para manejo, melhoramento e conservação das terras e lavouras, e tem a motomecanização presente nas diversas fases da operação agrícola, e, evidente­mente, o largo uso de pesticidas.

Portanto, foram considerados os níveis de manejo A e B, e sua indicação é feita pelas letras A e B, as quais podem aparecer em simbologia da classificação, escrita em diferentes formas, segundo as classes de aptidão que apresentam as terras, em cada um dos níveis adotados.

Nível de Manejo A

Baseado em práticas agrícolas que refletem um baixo nível tecnológico. Pra­ticamente não há aplicação de capital para o manejo, melhoramento e conserva­ção das condições das terras e das lavouras. As práticas agrícolas dependem do trabalho braçal, podendo ser utilizada alguma tração animal com implementos agrícolas simples.

Nível de Manejo B

Baseado em práticas agrícolas que refletem um nível tecnológico médio. Caracteriza-se pela modesta aplicação de capital e de resultados de pesquisas para manejo, melhoramento e conservação das condições das terras e das lavou­ras. As práticas agrícolas estão condicionadas principalmente à tração animal, ou à tração motorizada, apenas para o desbravamento e preparo inicial do solo.

Considerando-se os dois níveis de manejo adotados, os critérios utilizados para avaliação da viabilidade de melhoramento das condições agrícolas das ter­ras; as descrições de grupos, subgrupos e classes de aptidão agrícola das terras; a avaliação das classes de aptidão agrícola e a simbologia utilizada encontram-­se descritos em Embrapa (1997).

Para espacialização e impressão dos resultados temáticos, foi utilizado um Sistema de Informações Geográficas (SGI/Inpe).


Resultados e Discussão

Os resultados da classificação da aptidão agrícola das unidades de mapeamento encontram-se expressos na Tabela 40. A espacialização das classes mapeadas pode ser observada no mapa de aptidão agrícola das terras, na escala de 1:100.000 (Apêndice 7).

 TabeTabela 40. Aptidão agrícola das unidades de mapeamento. SMS = Símbolo Mapa de Solos, PL = Principais Limitações, AA = Aptidão Agrícola e SMA = Símbolo Mapa Aptidão.


SMS

Classe de solo

PL

AA

SMA

 

 

 Podzólico Vermelho-Escuro eutrófico Ta A moderado      textura média/argilosa relevo plano

 

 

 

 

 

                                    +

h

2ab

 

 

Peel

Brunizém Avermelhado textura média/argilosa relevo plano e suave  ondulado

h

2ab

 

 

 

 

 

 

 

 

PEe2

Podzólico Vermelho-Escuro eutrófico - Ta câmbico A moderado textura média relevo plano e suave ondulado

h,e

2ab

2ab

 

 

 

 

Podzólico Vermelho-Escuro eutrófico Ta e Tb A moderado textura média relevo plano e suave ondulado

 

 

 

 

 

 

h,e

2ab

 

 

 

 

+

 

 

2ab

 

PEe3

Podzólico Vermelho-Amarelo eutrófico Ta A moderado textura média/argilosa relevo plano

 

 

 

 

 

 

h,e

2ab

 

 

 

Podzólico Vermelho-Escuro eutrófico Tb A moderado textura argilosa pouco cascalhenta relevo suave ondulado

 

 

 

 

 

e ondulado

 

h,e,m

SN

SN

 

PEe4

Podzólico Vermelho-Escuro eutrófico Tb A moderado textura média relevo suave ondulado

 

 

 

 

 

 

 

h,e

2ab

 

 

 

 

+

 

 

2ab

 

PEe5

Podzólico Vermelho-Amarelo eutrófico Ta câmbico A moderado textura média relevo suave ondulado

 

 

 

 

 

 

h,e

2ab

 

 

PEe6

Podzólico Vermelho-Escuro eutrófico Tb abrupto A chernozêmico textura média cascalhenta/argilosa relevo suave ondulado

 

 

 

 

 

 

h,e,m

3 (a b)

3 (a b)

 

PEe7

Podzólico Vermelho-Escuro eutrófico latossólico A moderado textura média/argilosa relevo plano e suave ondulado

 

 

 

 

 

 

h,e

2ab

2ab

 

PVdl

Podzólico Vermelho-Amarelo distrófico epieutrófico Tb câmbico A moderado textura média relevo suave ondulado

 

 

 

 

 

 

h,e

3 (a b)

3 (a b)

 

PVd2

Podzólico Vermelho-Amarelo distrófico epieutrófico Tb câmbico A moderado textura média relevo suave ondulado

 

 

 

 

 

 

h,e

3 (a b)

 

 

 

 

+

 

 

3 (a b)

 

Pve

Cambissolo eutrófico Ta A moderado textura média relevo suave ondulado

h,e,m

5 n

 

 

 

 

 

 

 

 

 

BVl

Podzólico Vermelho-Amarelo eutrófico Ta câmbico A moderado textura média relevo suave ondulado

 

 

 

 

 

 

h,e

3 (a b)

3 (a b)

 

 

Brunizém Avermelhado textura média/argilosa relevo plano e suave

e

2ab

2 a b

 

 

ondulado

 

 

 

 

 

 

Brunizém Avermelhado textura média/argilosa relevo plano e suave

h

2ab

 

 

 

ondulado

 

 

 

 

 

 

 

+

h,e,m

6

2ab

 

BV2

Rendzina textura média fase pedregosa e rochosa relevo plano e

 

 

 

 

 

suave ondulado

 

 

6

 

 

 

 

+

 

 

 

 

 

Afloramentos de rochas

 

 

 

 

 

 

Brunizém Avermelhado textura média/argilosa relevo suave

h

1 A B

 

 

 

ondulado

 

 

 

1 A B

 

 

 

+

o,m

2 a

 

 

BV3

Vertissolo eutrófico com carbonato A chernozêmico textura argilosa

 

 

 

 

 

relevo plano

 

 

 

 

 

 

Brunizém Avermelhado textura média/argilosa relevo suave

h

1 A B

 

 

 

ondulado

 

 

 

 

 

 

 

+

h

2ab

lA

 

 

Podzólico Vermelho-Escuro eutrófico latossólico A moderado textura

 

 

 

 

 

média/argilosa relevo plano e suave ondulado

 

 

 

 

BV4

 

+

-

6

 

 

 

Afloramento de rochas calcárias

 

 

 

 

 

Brunizém Avermelhado textura média/ relevo suave ondulado

h,m

2ab

 

 

BV5

 

+

 

 

1!2

 

 

Cambissolo eutrófico Ta A moderado textura média pouco

h,e,m

6

 

 

 

cascalhenta relevo suave ondulado

 

 

 

 

 

Brunizém Avermelhado textura média/argilosa relevo suave ondulado

h

1AB

 

 

 

 

 

 

 

 

 

BV6

 

+

h,e

4P

IA!!

 

 

Rendzina textura média/média cascalhenta relevo plano

 

 

 

 

 

 

+

-

6

 

 

 

Afloramento de rochas   calcárias

 

 

 

 

 

 

Brunizém Avermelhado textura média/argilosa relevo suave ondulado

h

2ab

 

 

BV7

 

 

 

 

1212.

 

 

 

+

-

6

 

 

 

Afloramento de rochas calcárias

 

 

 

 

 

 

Brunizém Avermelhado textura média/argilosa fase rochosa relevo suave ondulado

h,e,m

3 (a b)

 

 

BV8

 

 

 

 

l(.I2)

 

 

 

+

 

6

 

 

 

Afloramento de rochas   calcárias

 

 

 

 

 

BV9

Brunizém Avermelhado textura média relevo suave ondulado

h,e

2ab

2ab

 

 

Brunizém Avermelhado textura média/média cascalhenta relevo

h

1AB

 

 

BV10

plano e suave ondulado

 

 

 

1AB

 

 

 

+

h,m

2 a

 

 

 

Vertissolo eutrófico solódico com carbonato A chernozêmico textura

 

 

 

 

 

média/argilosa relevo plano.

 

 

 

 

 

 

Brunizém Avermelhado textura média pouco cascalhenta/argilosa

h

1AB

 

 

BV11

relevo suave ondulado

 

 

 

IA!!

 

 

 

+

h,e,m

6

 

 

 

Cambissolo eutrófico Ta A moderado textura média

 

 

 

 

 

cascalhenta/média pouco cascalhenta relevo plano

 

 

 

 

BV12

Brunizém Avermelhado vértico textura argilosa/argilosa pouco

e,m

4p

4p

 

 

cascalhenta relevo suave ondulado

 

 

 

 

 

Brunizém textura média/argilosa relevo suave ondulado

h

1Ab

 

 

B1

 

+

 

 

1Ab

 

 

Brunizém textura média relevo plano

h,e,m

5N

 

 

B2

Brunizém Avermelhado textura média/argilosa relevo plano e suave

h,o

5 (n)

5 (n)

 

 

ondulado

 

 

 

 

 

 

Brunizém com carbonato textura média/média cascalhenta relevo

h,o,e,m

4 (p)

 

 

B3

plano e suave ondulado

 

 

 

\EJ

 

 

 

+

h,e,m

6

 

 

 

Cambissolo eutrófico Ta A moderado textura média/média pouco cascalhenta fase endopedregosa relevo plano e suave ondulado

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

SS1

Solonetz solodizado Ta A moderado textura média/argilosa relevo plano

f,o,m

5n

5 n

 

 

 

 

 

 

 

 

SS2

Solonetz solodizado Ta A moderado textura média relevo plano

f,o,m

5n

5 n

 

SS3

Solonetz solodizadoOLODIZADO Ta A moderado textura

f,h,o,m

5 n

5 n

 

 

arenosa/média pouco cascalhenta relevo plano

 

 

 

 

SS4

Solonetz solodizado Ta A moderado textura arenosa/média pouco cascalhenta relevo plano

f,h,o,m

5 n

 

 

 

 

 

 

 

5 n

 

 

 

+

f,o,m

5 n

 

 

 

Glei Húmico eutrófico Ta sádico salino A chernozêmico textura

 

 

 

 

 

média relevo plano

 

 

 

 

 

SS5

Solonetz solodizado vértico A moderado textura média relevo plano

f,o,m

5 n

5 n

 

Cal

Cambissolo álico Tb A moderado textura argilosa muito cascalhenta

f,h,e,m

6

6

 

 

relevo ondulado

 

 

 

 

 

Cal

Cambissolo álico epidistrófico Tb A proeminente textura média

f,h,e,m

6

6

 

 

muito cascalhenta/argilosa muito cascalhenta fase epipedregosa

 

 

 

 

 

relevo ondulado

 

 

 

 

 

Cd

Cambissolo distrófico Tb A proeminente textura argilosa cascalhenta

f,h,e,m

6

6

 

 

fase pedregosa relevo montanhoso

 

 

 

 

Cel

Cambissolo eutrófico Ta A chernozêmico textura média relevo suave

h,e,m

3 (a b)

3 (a b)

 

 

ondulado

 

 

 

 

 

 

Cambissolo eutrófico Ta A chernozêmico textura média fase rochosa

e,m

5 n

 

 

Ce2

relevo plano

 

 

 

5 n

 

 

 

+

-

6

 

 

 

Afloramento de rochas calcárias.

 

 

 

 

 

Cambissolo eutrófico Ta A chernozêmico textura média fase

h,e,m

6

 

 

 

pedregosa relevo ondulado e forte ondulado

 

 

 

 

Ce3

 

+

 

 

 

 

 

Solos Litólicos eutróficos Tb A chernozêmico textura média

h,e,m

6

6

 

 

cascalhenta fase pedregosa e rochosa relevo ondulado

 

 

 

 

 

 

+

 

 

 

 

 

Afloramento de rochas calcá rias silicificadas e mármores

-

6

 

 

Ce4

Cambissolo eutrófico Ta A chernozêmico textura média/média

h,e,m

6

6

 

 

pouco cascalhenta fase pedregosa relevo suave ondulado

 

 

 

 

Ce5

Cambissolo eutrófico Ta A moderado textura média

h,e,m

6

6

 

 

cascalhenta/média pouco cascalhenta fase relevo plano

 

 

 

 

Ce6

Cambissolo eutrófico vértico A moderado textura média/argilosa relevo plano

h,e,m

4 (p)

 

 

 

 

 

 

 

4 (p)

 

 

 

+

h,e,m

4p

 

 

 

Rendzina textura média/média cascalhenta relevo plano

 

 

 

 

HGHe

Glei Húmico eutrófico vértico com carbonato A chernozêmico

o,m

5 n

5 n

 

 

textura média/argilosa relevo plano

 

 

 

 

 

Glei Pouco Húmico eutrófico Ta sádico carbonático A moderado textura argilosa/muito argilosa relevo plano

f,o,m

5 n

 

 

 

 

 

 

 

 

HGPel

 

+

 

 

5 n

 

 

Solonetz solodizado Ta plíntico A moderado textura argilosa relevo plano

f,o,m

5 n

 

 

 

 

 

 

 

 

 

HGPe2

Glei Pouco Húmico eutrófico Tb salino sádico com carbonato A moderado textura média relevo

f,o,m

5 n

5n

 

 

plano (substrato cascalhento)

 

 

 

 

REel

Regossolo eutrófico Ta A chernozêmico textura arenosa/arenosa muito cascalhenta relevo suave

h,e,m

5 n

5n

 

 

ondulado

 

 

 

 

 

Regossolo eutrófico Ta A moderado textura média relevo suave ondulado

h,e,m

5n

 

Ree2

 

 

 

 

5n

 

 

+

f,h,e,m

5n

 

 

Regossolo distrófico epieutrófico Tb A moderado textura média relevo suave ondulado

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ree3

Regossolo eutrófico Ta A moderado textura média/média cascalhenta relevo plano

h,e,m

5n

5 n

 

 

 

 

 

 

Ree4

Regossolo eutrófico Ta A moderado textura média

e,m

5 n

5n

 

cascalhenta/arenosa cascalhenta relevo plano

 

 

 

 

Ree5

Regossolo eutrófico Ta A moderado textura média e arenosa pouco

h,e,m

5n

2Il

 

cascalhenta relevo suave ondulado

 

 

 

Vel

Vertissolo eutrófico A chernozêmico textura argilosa/muito argilosa

h,o,m

3 (a b)

3 (a b)

 

relevo plano

 

 

 

 

Ve2

Vetissolo eutrófico A chernozêmico textura argilosa relevo plano

h,o,m

3 (a b)

3 (a b)

Ve3

Vertissolo eutrófico A chernozêmico textura média/argilosa relevo plano e suave ondulado

h,o,m

5N

5N

 

 

 

 

 

 

 

Vertissolo eutrófico A moderado textura média relevo plano

f,h,o,m

4 (p)

 

Ve4

 

+

 

 

4 (p)

 

Glei Pouco Húmico eutrófico vértico com carbonato A moderado textura média pouco cascalhenta relevo plano

h,o,m

4 (p)

 

 

 

 

 

 

Ve5

Vertissolo eutrófico com carbonato A chernozêmico textura argilosa relevo plano

f,h,m

3 (a b)

3 (a b)

 

 

 

 

 

 

Ve6

Vertissolo eutrófico solódico com carbonato A chernozêmico textura média/argilosa relevo plano

f,h,o,m

4 (p)

4 (p)

 

 

 

 

 

 

Ve7

Vertissolo eutrófico solódico com carbonato A chernozêmico textura média/argilosa relevo plano.

f,h,o,m

4 (p)

4 (p)

 

 

 

 

 

 

 

Vertissolo eutrófico solódico com carbonato A chernozêmico textura média/argi losa relevo plano

f,h,o,m

5N

 

 

 

 

 

 

.iN

Ve8

 

+

 

 

 

 

Solonetz solodizado Ta A moderado textura média/argilosa relevo

f,h,o

5n

 

 

plano

 

 

 

 

 

Vertissolo eutrófico solódico com carbonato A chernozêmico textura média/argilosa relevo plano

f,h,o,m

5N

 

 

 

 

 

 

 

Ve9

 

+

 

 

 

 

Glei Húmico eutrófico vértico com carbonato A chernozêmico textura média/argilosa relevo plano

 

 

.iN

 

 

 

 

 

RZl

Rendzina textura média fase rochosa relevo plano

h,e, m

6

6

RZ2

Rendzina txtura média fase pedregosa e rochosa relevo plano e

h,e, m

6

6

 

suave ondulado

 

 

 

 

RZ3

Rendzina textura média/média cascalhenta relevo plano

e,m

4P

4P

RZ4

Rendzina textura média/média cascalhenta fase endopedregosa

e,m

4P

4P

 

relevo suave ondulado

 

 

 

 

Rel

Solos Litólicos eutróficos Ta A chernozêmico textura relevo suave ondulado

e, m

6

 

 

 

 

+

-

6

 

 

 

Afloramento de rochas calcárias silificadas e mármore

 

 

 

 

Re2

Solos Litólicos eutróficos Ta A chernozêmico textura média pouco cascalhenta fase pedregosa e rochosa relevo forte ondulado

e,m

6

6

 

 

Solos Litólicos eutróficos Ta A chernozêmico textura média pouco cascalhenta fase pedregosa e rochosa relevo forte ondulado

 

 

 

 

 

 

h, e, m

6

 

 

 

 

 

 

6

 

 

 

+

 

 

 

 

Re3

Cambissolo eutrófico Ta A chernozêmico textura média/média pouco cascalhenta fase pedregosa relevo suave ondulado

h, e, m

6

 

 

 

Solos Litólicos eutróficos Ta A chernozêmico textura média pouco cascalhenta fase pedregosa e rochosa relevo forte ondulado

 

 

 

 

 

 

h, e, m

6

 

 

 

 

 

 

6

 

Re4

 

+

 

 

 

 

 

Cambissolo distrófico Tb A proeminente textura argilosa cascalhenta fase pedregosa relevo montanhoso

f, e, m

6

 

 

 

 

 

 

 

 

Re5

Solos Litólicos eutróficos Ta A chernozêmico textura média pouco cascalhenta fase pedregosa e rochosa relevo forte ondulado

h, e, m

6

 

 

 

 

+

 

 

 

 

 

Afloramento rochas (Complexo Urucum)

 

 

 

 

Re6

Solos Litólicos eutróficos Tb A chernozêmico textura média fase pedregosa e rochosa relevo forte ondulado e ontanhoso

h, e,m

6

 

 

 

                                     +

 

 

6

 

 

Afloramento de rochas graníticas

-

6

 

 

 

-

 

 

 

 

 

Re7

 

 Solos Litólicos eutróficos Tb A moderado textura argilosa cascalhenta fase pedregosa e rochosa relevo ondulado

e,m

6

6

 


Legenda

Grupos de Aptidão Agrícola

 Grupo 1 - Aptidão Boa para lavouras, em pelo menos um dos níveis de manejo A ou B.

Subgrupos:

1 AB - Terras que apresentam classe de aptidão Boa para lavouras, nos sistemas de manejo A e B.

1 Ab - Terras que apresentam classe de aptidão Boa para lavouras no sistema de manejo A e classe de aptidão Regular no sistema de manejo B.

 

Grupo 2 - Aptidão Regular para lavouras, em pelo menos um dos níveis de ma­nejo A ou B.

 Subgrupos:

2 ab - Terras que apresentam classe de aptidão Regular para lavouras, nos siste­

mas de manejo A e B.

 Grupo 3 - Aptidão Restrita para lavouras, em pelo menos um dos níveis de ma­nejo A ou B.

Subgrupos:

3 (ab) -Terras que apresentam classe de aptidão Restrita para lavouras nos siste­mas de manejo A e B.

 Grupo 4 - Aptidão Boa, Regular ou Restrita para pastagem plantada. Subgrupos:

4 P - Terras que apresentam aptidão Boa para pastagem plantada.

4 p - Terras que apresentam aptidão Regular para pastagem plantada. 4 (p) - Terras que apresentam aptidão Restrita para pastagem plantada.

Grupo 5 - Aptidão Boa, Regular ou Restrita para pastagem natural. Subgrupos:

5N - Terras que apresentam aptidão Boa para pastagem natural.

5n - Terras que apresentam aptidão Regular para pastagem natural.

5(n) - Terras que apresentam aptidão Restrita para pastagem natural.

*Desconsiderou-se neste trabalho a aptidão para silvicultura, que está incluída nesse grupo.

 Grupo 6 - Sem aptidão agrícola, indicado para a preservação da flora e da fauna.

6 - Terras inaptas para uso agrícola. Compreende terras indicadas para a pre­servação da flora e da fauna.

Convenções adicionais

  -------------Traço interrompido sob o símbolo indica haver na associação de terras componentes em menor proporção, com aptidão inferior à represeentada no mapa.                                                                                       .

 __________ Traço contínuo sob o símbolo indica haver na associação de terras componentes em menor proporção, com aptidão superior à repre­sentada no mapa.


 Conclusões e Recomendações

        Com base na classificação da aptidão agrícola das unidades de mapeamento, constata-se que a região apresenta aproximadamente os seguintes percentuais de terras com suas respectivas indicações: 13% de terras com aptidão Boa para lavouras; 20% de terras com aptidão Regular para lavouras; 16% de terras com aptidão Restrita para lavouras; 7% de terras com aptidão boa, regular ou restrita para pastagem plantada; 10% de terras com aptidão boa, regular ou restrita para pastagem natural e 34% de terras sem aptidão agrícola, recomendadas para a preservação da flora e da fauna.

Em conseqüência do período seco bastante pronunciado na região, de abril a setembro, com precipitação e umidade relativa baixas, a deficiência de água torna-se a principal limitação ao uso agrícola, afetando o desenvolvimento de culturas de ciclo longo e reduzindo drasticamente a capacidade de suporte das pastagens. A suscetibilidade à erosão e, o impedimento à mecanização também merecem destaque, principalmente naquelas unidades que ocorrem em relevo mais movimentado ou com presença de cascalhos, pedregosidade e rochosidade.


Referências Bibliográficas

    BENNEMA, J.; BEEK, K. J. ; CAMARCO, M. N. Um sistema de classificação de aptidão de uso da terra para levantamento de reconhecimento de solos. Rio de Janeiro: DPFS/DPEA/FAO, 1965. 50p. Mimeografado.

EEEMBRAPA Centro de Pesquisa Agropecuária do Pantanal (Corumbá, MS). Levantamento de reco­nhecimento de alta intensidade dos solos e avaliação da aptidão agrícola das terras da borda oeste do Pantanal: maciço do urucum e adjacências, MS. Corumbá: Embrapa-CPAP /Rio de Janeiro: Embrapa-CNPS, 1997. 171 p. (Embrapa-CPAP. Boletim de Pesquisa,9).

     RAMALHO FILHO, A; PEREIRA, E.C. ; BEEK, K.J. Sistema de avaliação da aptidão agrícola",das terras. Brasília: SUPLAN/Embrapa-SNLCS, 1978. 70p.

RAMALHO FILHO, A; BEEK, K.J. Sistema de avaliação da aptidão agrícola das terras. 3. ed. rev. Rio de Janeiro: Embrapa: CNPS, 1995. 65p.